CULTURA – Existo, Logo Penso!

VALÉRIA DI PIETRO -"En la lucha de classes Todas las armas son buenas: Piedras, Noches, Poemas…" (Paulo Leminski)

  • A função da arte não é a de passar por portas abertas, mas é a de abrir as portas fechadas. (Ernst Fisher, 1973) A cultura deve ser compreendida como todas as formas de expressão artística e todo o patrimônio material e simbólico da sociedade. Esse conjunto é fundamental para nossa memória e identidade. Quando se promove oportunidade para que todos os grupos, inclusive as minorias, expressem-se culturalmente, fomenta-se o respeito à diversidade. Assim, a cultura constitui-se um veículo eficaz de promoção da paz, da cidadania, da coesão nacional. (ERNEST FISHER) -------------------------------------------------------------- “Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às idéias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política for útil; se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes” (Marilena Chaui).
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Cidadania Cultural, de Marilena Chaui

Publicado por culturareligare em 16 16UTC Junho 16UTC 2009

Leonardo BrantgravatarcloseAuthor: Leonardo Brant Name: Leonardo Brant
Email: leonardo@brant.com.br
Site: http://www.brant.com.br
About: Consultor em gestão e políticas culturais, pesquisador e documentarista. Autor dos livros Mercado Cultural, Políticas Culturais vol.1 e Diversidade Cultural (org.), é presidente da Brant Associados, fundador do Instituto Pensarte, do Divercult e do Laboratório de Políticas Culturais. Criou e edita Cultura e Mercado, o mais influente blog sobre políticas culturais do Brasil. Coordena os cursos “O Poder da Cultura”, no Ateliê Brant Associados, e “Gestão Cultural”, na Escola São Paulo. É sócio da produtora de ciberfilmes Deusdará.See Authors Posts (164)
21 maio 2009

Cidadania Cultural: o direito à cultura, da editora Fundação Perseu Abramo, é bibliografia básica, obrigatória para todos que trabalham com políticas culturais no Brasil. Com base em sua experiência como secretária de cultura no governo Luiza Erundina, na cidade de São Paulo, a filósofa lança as bases conceituais-ideológicas para para os programas que surgiriam 10 anos depois pelas mãos de Gilberto Gil.

Em quatro ensaios, a filósofa Marilena Chaui trata de questões centrais do debate político e intelectual da atualidade. Retomando as discussões sobre o nacional e o popular na cultura e apresentando um balanço de sua atuação na Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo no início dos anos 1990, Chaui interliga a questão do direito à cultura e à memória, democracia e socialismo, propondo um olhar instigante e revelador sobre a cultura e suas condições de produção e difusão, sempre a partir de um ponto de vista de esquerda.

Retomando as discussões sobre o nacional e o popular na cultura e apresentando um balanço de sua atuação na Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo no início dos anos 1990, Chaui interliga a questão do direito à cultura e à memória, democracia e socialismo, propondo um olhar instigante e revelador sobre a cultura e suas condições de produção e difusão, sempre a partir de um ponto de vista de esquerda.

Hamilton Pereira, ex-presidente da Fundação Perseu Abramo analisa a obra de Chaui: “Num momento em que o debate cultural no Brasil recuou para os bastidores da cena pública e se restringiu aos interessados, aos criadores e artistas – na contramão dos avanços deste tema nas discussões internacionais, vide a Convenção Internacional da diversidade cultural para a proteção e a promoção das expressões culturais, da Unesco, de 2005, nada melhor do que reacender o indispensável exercício do pensamento crítico para propor avanços programáticos que superem o viés da supremacia do mercado, das visões da cultura restritas a ‘um bom negócio’ que prevaleceram nos anos 1990 e, em alguma medida, ainda se mantêm vigentes. É tarefa dos intelectuais comprometidos com uma perspectiva transformadora e democrática produzir formulações novas, incômodas, para combater a acomodação num processo de natureza tão complexa como a construção de uma democracia de massas, no Brasil. Em suma, utilizar a democracia para questionar os democratas teóricos pouco habituados ao exercício concreto dela”.

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